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Mensagem do Vale do Silício: 7 tendências que estão moldando o futuro da comunicação

A tecnologia é só um efeito colateral. A grande disrupção é cultural. E dela, ninguém vai escapar.

Depois de nove dias nas cidades ao redor de São Francisco, Califórnia, que formam a região hoje conhecida como Vale do Silício, com direito a visitas à santíssima trindade da comunicação digital – Google, Facebook e Twitter, além de startups como o Cambly e projetos revolucionários como a Singularity University e Minerva, a conclusão é uma só: é a cultura, a forma de pensar, e não a tecnologia, que move a inovação que construiu o presente e molda o futuro. E é dela que vêm as sete tendências que guiam a revolução de nossos dias.

Se está funcionando, está ultrapassado – o profundo inconformismo e uma crença verdadeira na construção de novas soluções são o verdadeiro motor da inovação. Pensar o impensável e, mais importante, fazer com que ele aconteça (este é um dos grandes segredos, o de realizar os projetos mais ambiciosos e aparentemente impossíveis, dando a cara para bater e errando muito até acertar). Já passou a hora de trazermos esta ousadia para a comunicação, principalmente para o PR. De buscarmos e concretizarmos novos caminhos. Não existe mais zona de conforto.

O público é o protagonista – a internet e as mídias sociais não democratizaram apenas o acesso à informação. Elas mudaram o polo e tiraram o protagonismo das marcas, empresas e gestores. Startups vencedoras e projetos de sucesso são construídas em torno do público. São lançadas como rascunhos simplificados de uma ideia continuamente aperfeiçoada a partir do feedback de seus usuários – não existe versão final. Campanhas e mensagens precisam ser pensadas a partir do público final. Devem ser desenhadas a partir de seu ponto de vista. Devem ser testadas e melhoradas continuamente.

A velocidade vai continuar aumentando – o propósito da Singularity University, por exemplo, é resolver as grandes questões da humanidade incentivando o pensamento exponencial. Em linhas gerais, a ideia é que a evolução não se dê mais a partir da soma, e sim da multiplicação – um de seus mantras é de que com 30 passos lineares, alguém anda… 30 passos. Já com 30 passos exponenciais se caminha à distância necessária para dar 30 voltas em torno do planeta. É esta curva, em formato de J, que guia o desenvolvimento de novas ferramentas e soluções. Em resumo, o amanhã será cada vez mais distante do que pensamos agora e os planos de médio e longo prazo devem ter espaço para constantes correções de rota.

Conteúdo, sempre ele (mas agora em vídeo) – o crescimento das ações digitais e a padronização de temas e campanhas é uma realidade. Tanto Facebook quanto Google expuseram que a capacidade de gerar conteúdo relevante e diferenciado é hoje uma das grandes estratégias vencedoras na comunicação. Num ambiente em que todos têm acesso aos mesmos metadados e conseguem identificar os mesmos detalhes de comportamento e reação dos consumidores, o efeito colateral tem sido a corrida de diversas marcas e organizações para o mesmo lado, gerando conteúdo cada vez mais similar e difícil de diferenciar. Ao mesmo tempo, a corrida ao digital está inflacionando os espaços de mídia relevantes na web e no social, cada vez mais escassos (pelo menos nos EUA). O vídeo, segundo o Twitter, é o formato do futuro (ou do presente). Hoje, os tweets com vídeos têm engajamento seis vezes maior do que os com fotos. Na análise da empresa do passarinho azul, no ano que vem os filmes dominarão 84% do conteúdo nas redes sociais. Você está pronto?

O futuro está na sabedoria, não no conhecimento – lembra do tempo em que informação era poder? Passado. Hoje o grosso da informação está livre, de graça, espalhada na web. As mais modernas instituições de ensino dos EUA focam na capacitação de habilidades cognitivas, como o pensamento crítico, o trabalho em grupo, a comunicação, a globalização, e dão uma banana para o chamado conteudismo. Na mídia, a análise e as histórias ganham força sobre o dado em primeira mão. Todos temos acesso ao ‘o que’, ‘quem’, ‘quando’ e ‘onde’. As perguntas que precisam ser respondidas são o ‘como’ e o ‘por que’.

Mobile vira mundo paralelo com a realidade virtual – se o amanhã será da cocriação, da evolução contínua, da velocidade, o hoje é do mobile. Os smartphones já são predominantes no acesso a conteúdo digital (ou seja, mídias sociais, web, música, notícias, games, esportes, shows, filmes, séries…). E, com os novos aplicativos de realidade virtual que estão sendo aperfeiçoados, vão permitir experiências cada vez mais reais (testamos o Oculus, do Facebook, e é como entrar na Matrix). Já passou o tempo de mudar o foco para o mobile e centrar nele a estratégia de comunicação.

Tecnologia é o meio, não o fim – finalmente, isto é algo que ouvimos em quase todos os lugares visitados. Tão incensada, a tecnologia não passa de uma ferramenta para construir algo maior. Seja transformar uma ideia num negócio, seja melhorar a qualidade de vida da população deste planeta. Enquanto robôs se sofisticam e assumem funções humanas de menor valor agregado (vimos uma máquina que atende clientes e busca produtos numa loja de ferragens da Califórnia), o desafio aos humanos é redefinir seu papel e sua maneira de pensar.

 

O ‘tour’, pelo Vale do Silício, que aconteceu no meio de Agosto, fez parte do projeto EducaTrends 2016. Guilhermo Benitez, sócio-diretor da agência de PR Engaje! Comunicação Inteligente participou a convite da Educa Worldwide, agência de publicidade e marketing especializada em ensino.

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