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Eventos: um mercado em reinvenção

por Cíntia Miguel Kaefer

Nem nos mais surpreendentes sonhos poderia se imaginar a realidade que afronta o mundo em 2020. A pandemia do coronavírus chegou com tudo. E, com ela, foram alteradas a forma de relacionamentos do consumo e da interação entre pessoas, produtos e serviços. Nesse contexto, um dos setores mais afetados é a área de eventos. Para quem começou o ano com expectativas de crescimento e teve, já no primeiro trimestre, 98% do mercado diretamente impactado, resta aprender a lidar com essa situação distante de qualquer previsibilidade.

Os dados são da pesquisa realizada no final do mês de abril pelo Sebrae em parceria com a Associação Brasileira de Empresas de Eventos (Abeoc) e a União Brasileira dos Promotores de Feiras (Ubrafe). Os resultados demonstram o reflexo imediato que o setor cultural, responsável por 2% do PIB e 25 milhões de empregos diretos, passou a enfrentar. De uma hora para outra, eventos foram cancelamentos, agendas transferidas e inúmeras demissões.

Segundo levantamento do Instituto de Pesquisas Econômicas da Universidade Federal de Minas Gerais (IPEAD), as atividades realizadas no Estádio Mineirão em 2019 resultaram em 251 eventos, gerando R$ 660 milhões para a economia local por meio de uma combinação de eventos esportivos, shows e convenções. Outro exemplo, conforme divulgação da Gramadotur é o Natal Luz. Em sua edição 2019-2020, o espetáculo gaúcho obteve R$ 27 milhões em receita somente com a venda de ingressos. A movimentação financeira é muito maior ao integrar impactos nos setores de hotelaria, alimentação e transporte.

Mudanças que vieram para ficar

As informações mostram o quanto o mercado de eventos foi alterado com a pandemia. Afinal, as interações sociais e as tão faladas aglomerações são da natureza do negócio desde sempre. E como lidar com essa situação mundial que pede protocolos de distanciamento e novos cuidados com saúde e higiene?

Robert Smith, fundador e CEO da Vista Equity Partners e um dos maiores bilionários americanos, aponta um caminho em recente entrevista à Forbes. No texto, Smith confirma sua bandeira por justiça econômica e racial nos EUA e afirma que “o mundo está pronto pra uma real mudança sistêmica. É preciso encaixar isso em produtos, serviços, soluções e novas maneiras de fazer as coisas”. E isso vale para tudo e todos. As mudanças que levariam anos para acontecer chegaram antes do previsto e é preciso se adequar a esse novo momento. Não há mais o que esperar!

A área de eventos está dando passos para a reinvenção do seu modo de operação. Se antes era feita a cobertura de um evento pelas redes sociais, contando com interações com o público, agora o evento se tornou real time, transparente, mostrando uma nova face dos ambientes, pessoas e marcas. Inicialmente foram as lives musicais, depois os cinemas e shows drive in e recentemente os jogos de futebol sem torcida. Não só essas, mas outras iniciativas estão se reorganizando a partir de protocolos que tem como pano de fundo a preservação da saúde de todos. Até a vacina chegar, a sociedade vai lidar com novos formatos de viver o entretenimento. E muitos destes novos hábitos estão chegando para ficar.

Novas atitudes para novas experiências

A adaptação a esse cenário adverso demonstra também o quanto a sociedade está preparada para se ressignificar. A reputação das marcas, empresas e instituições está ainda mais em evidência neste momento de crise. Em uma conversa virtual recente, a Professora Marlene Marchiori, escritora em comunicação, cultura, liderança e estratégia, afirmou que “pequenas atitudes podem fazer a diferença para o grau de consciência da empresa e da liderança neste momento”. A reflexão também pode ser um convite para pensar a comunicação em sua interface como os eventos. Como cuidar das pessoas? Qual a responsabilidade ambiental dos eventos? Como está a relação do meu negócio com a solidariedade? Quais atitudes respondem aos desafios atuais? Como fazer a diferença e pensar na coletividade?

Na pesquisa feita pelo Neofeed, um report com análise de 16 setores da economia e com a visão de mais de 50 lideranças empresariais sobre os impactos da crise do coronavírus, dois aspectos tem relação direta com o setor de eventos. Um deles diz respeito ao contato com os grupos de riscos, ou seja, pessoas idosas e àquelas mais vulneráveis a doenças contagiosas precisarão ter tratamentos diferenciados: “…mais do que a digitalização de serviços, o impacto virá nas situações cotidianas. Há quem preveja mudanças na realização de casamentos, festas de aniversário, etc. Pode haver uma maior demanda por asilos e serviços de hospedagem de idosos”, aponta o relatório.

Um adeus às aglomerações?

Outra reflexão apresentada diz respeito à aglomeração de pessoas. Chegou a hora de repensar os tempos e espaços das experiências culturais e de entretenimento. “Casas noturnas, teatros, cinemas, shows, estádios, salões de festa, mas também o transporte público urbano e aviões… só para começar”, aponta a pesquisa. Nesse ponto é esperado um maior controle da saúde das pessoas e a criação de ambientes individuais ou para pequenos grupos, além do crescimento da indústria de entretenimento adulto.

As reflexões sobre o mercado de eventos demonstram que a sociedade está a bordo de mudanças. E elas abrangem a forma de ser e estar no mundo.  Ao mesmo tempo em que é convidada a curtir a paisagem que está se alterando, tem o desafio de escolher o caminho, dar seu toque, opinar e se reinventar. Para quem pensa que a normalidade volta logo ali depois da vacina, vale lembrar o pensamento de Smith. A mudança é sistêmica e vai impactar a todos, independentemente de vontades e opiniões. Oportunidade?

Dica Engaje!: Nas pesquisas e estudos para a redação do artigo, encontramos o Protocolo de Retomada da Indústria de Eventos da ABEOC. É só baixar aqui!

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