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Dicas Aperfeiçoar Comunicação Interpessoal

7 Dicas para aperfeiçoar a Comunicação Interpessoal

Chegamos ao final desta trilogia de artigos com sete dicas de como aperfeiçoar sua comunicação interpessoal. Como vimos nos textos anteriores, esta é uma das qualidades mais desejadas em profissionais, principalmente lideranças. E não apenas por ser fundamental para o sucesso das organizações (lembrem do prejuízo que sua falta causa nas empresas). Mas, principalmente, por ser uma das grandes falhas apontadas por funcionários em seus colegas e chefes.

Ou seja, se trata de uma habilidade rara. E, como temos a falsa crença de que falar (ou escrever) é o mesmo que comunicar, pouco se investe no seu desenvolvimento. O resultado são equipes desalinhadas, processos travados e profissionais desmotivados (para ficar só nos primeiros três exemplos que vieram à cabeça). Mas chega de dores e vamos logo à nossa agenda positiva.

 1 – COMUNICAR É DIFERENTE DE SE EXPRESSAR

Esta é a base de tudo. Desde crianças somos treinados a nos expressarmos. Ou seja, falarmos ou escrevermos o que queremos ou precisamos. E achamos que isso é comunicação. Desculpe, mas não.

Comunicar é gerar um processo que envolve também a compreensão correta da mensagem por seu destinatário. Então, não basta falar. É preciso se fazer entender. E isso é uma responsabilidade de quem está emitindo a mensagem, não de quem está recebendo. Parece simples, mas isso muda tudo.

2 – CONHEÇA SEU PÚBLICO

Um dos grandes segredos da comunicação é modular o discurso, narrativa, tom de voz e vocabulário de acordo com seu público alvo. Seja uma única pessoa ou milhares delas, ele precisa ter uma compreensão clara do que está sendo explicado. E isso muda completamente dependendo da idade, nível de instrução, visão de mundo e vivência de cada um.

Por mais que os idiomas sejam comuns, as pessoas são únicas. Assim, a compreensão das mensagens é individual, pois depende de como um reconhece e decodifica os códigos utilizados, conforme seu repertório individual.

Quanto melhor e mais profundamente você conhecer este público, melhor a chance de sucesso. Usar termos técnicos ou palavras em outro idioma com quem não conhece, por exemplo, é um das maiores (e mais comuns) erros da comunicação interpessoal (Budget? Planning? Quem nunca?).

Ah, e usar palavras difíceis e fora de contexto, para mostrar conhecimento e erudição (ou para parecer antenado mesmo) está completamente fora de moda!

3 – CONSIDERE O CONTEXTO

Para ser efetiva, a comunicação interpessoal deve ser pensada como parte de um sistema maior. E isso inclui desde o momento e o cenário externos à mensagem até aspectos culturais como gírias e expressões de linguagem.

Assim, além de estudar seu público, você deve entender o contexto em que ele está inserido e como isso pode afetar sua compreensão do que você quer transmitir. Lembre-se de que tudo comunica, e que dependendo do momento, lugar e histórico, uma mesma frase pode ter significados completamente distintos.

Um dos segredos dos grandes comunicadores é a empatia: tende a se colocar no lugar de seu interlocutor, considere sua bagagem e o momento atual e tente imaginar como ele receberia a sua mensagem.

4 – ESCOLHA O MEIO ADEQUADO

Pesquisa de Albert Mehrabian mostrou que, numa conversa entre duas pessoas, o texto, ou seja, o que é dito, responde por apenas 7% (isso, é sete mesmo, não houve erro de digitação) da mensagem. Todo o resto é transmitido pela linguagem verbal. O tom de voz e inflexão respondem por 38% e o gestual (rosto, mãos, corpo) pelos demais 55%.

Assim, é preciso muito cuidado quando se substitui o olho no olho por outros meios de comunicação, como a escrita (seja no papel ou nas telas) ou mesmo a voz. Tenha sempre em mente que sempre há uma perda que, muitas vezes, precisa ser compensada com mais informações ou outras ferramentas. Os emojis, por exemplo, foram originalmente criados para ajudar a expressar emoções e humanizar os textos 😉.

Outro ponto a se considerar na escolha do meio é o quanto seu público está habituado com ele. E isso não serve apenas para soluções digitais. Não adianta deixar recado anotado num lugar onde seu interlocutor não está acostumado a olhar.

5 – MENOS É MENOS MESMO

A comunicação digital transformou a concisão numa meta geral. Das redes sociais às plataformas de mensagens, o ideal são textos curtos e descolados. Só que a boa comunicação interpessoal, principalmente no ambiente profissional, pede exatamente o contrário disso. Ou melhor, pede um ponto médio.

Você não precisa ser chato e prolixo, pois assim vai perder a atenção do seu público. Mas deve ter certeza de que está comunicando, em sua integridade, tudo o que precisa ser transmitido. Se necessário, seja didático e detalhista. Insira o contexto, se for relevante. E muito, mas muito cuidado mesmo ao assumir que determinado dado ou detalhe já é de conhecimento de sua audiência. Na dúvida, melhor ser repetitivo.

Se até o Twitter decidiu aumentar de 140 para 240 o limite de toques em suas mensagens, quem somos nós para economizar no texto, não é mesmo?

6 – CHEQUE SE A MENSAGEM FOI COMPREENDIDA

Outro ponto chave para o bom comunicador é sempre considerar a possibilidade de falhar. E, pior, que o seu público, em regra geral, não vai ser proativo em te deixar saber que não captou o que você queria passar. Assim, entre as ‘responsabilidades’ de quem se comunica está confirmar se está sendo entendido.

E, claro, fazer isso de uma forma adequada ao público, meio, contexto etc. Muitas vezes, soltar um “VOCÊ ENTENDEU?” vai apenas gerar uma resposta evasiva e/ou defensiva. Uma abordagem indireta, com foco no diálogo, na interação, geralmente é a mais efetiva.

7 – E NÃO TENHA MEDO DE SE REPETIR

Como escrevi no começo, a comunicação é um processo. E, em grande parte das vezes, para ser efetivo, este processo necessita que determinados conceitos ou atitudes sejam absorvidas pelo receptor. E isso pode levar tempo e demandar repetição.

Assim, seja consistente e pense em abordagens e formatos diferentes para transmitir uma mesma mensagem mais de uma vez. Reforçar o seu ponto. Vender o seu peixe.

As falhas de comunicação interpessoal são um dos erros mais comuns de nossos tempos. E não apenas nas empresas. Repare como boa parte das tramas do cinema, TV e literatura se baseiam em erros de interpretação ou mensagens incompletas. Mas não apenas é possível como necessário alterar este cenário. Aqui na Engaje!, estamos preparados para ajudar seus profissionais a se tornarem ótimos comunicadores. É só nos procurar.

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Comunicação Interpessoal Parte 1 – O que é e para que serve?

Comunicação Interpessoal Parte 2 – O que estamos perdendo e porquê?

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